O déficit habitacional constitui um indicador que mensura a precariedade das condições de habitabilidade de um domicílio. Essa precariedade pode manifestar-se pela carência de infraestrutura básica, como o acesso a redes de água potável, esgotamento sanitário e coleta regular de resíduos sólidos, bem como pelas condições estruturais insatisfatórias da unidade habitacional ou, ainda, pela ausência de moradia. Esse fenômeno exerce impacto direto e negativo sobre a qualidade de vida, saúde, oportunidades de desenvolvimento social e econômico das famílias atingidas.
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Análise de Dados
No Piauí, é possível ver que até 2022, a carência de moradias ou as condições habitacionais inadequadas concentram-se predominantemente na área urbana, embora ainda se verifique um volume significativo na área rural. Em 2022, o déficit atingiu 12,1% dos domicílios do estado, indicando um aumento de 0,6 ponto percentual em comparação com 2016. Neste mesmo ano, o Piauí está entre os 10 estados mais afetados do país e posicionava-se como o segundo estado nordestino com a mais alta taxa de déficit habitacional.
Metodologia e Notas Técnicas
A metodologia foi baseada na planilha disponível em: https://docs.google.com/spreadsheets/d/1y0c_oDcNpcq29fJyPAA4jtjDTAzij2MW/edit?gid=128528416#gid=128528416. Foram extraídas as informações do primeiro item (1. Domicílios Déficit) e do último item (1.4.1 Total de Domicílios). Esses dois pontos concentram os principais dados de déficit habitacional absoluto e a base total domiciliar, permitindo calcular percentuais e realizar comparações diretas.









