Taxa de Distorção Idade-Série

A distorção idade-série consiste em um indicador que mensura a adequação etária do estudante em relação à etapa de escolarização que frequenta. Essa métrica permite identificar atrasos e adiantamentos durante o período escolar, além de subsidiar o diagnóstico de gargalos estruturais no processo de ensino-aprendizagem. A partir desse indicador, é possível delinear estratégias de intervenção que promovam acesso, permanência e conclusão das etapas do ensino fundamental e médio, contribuindo para a redução das desigualdades educacionais. Os fatores associados à repetência, entrada tardia ou abandono do ensino são múltiplos e interdependentes, mas vale ressaltar que a origem, raça, vulnerabilidade econômica e social são tópicos essenciais para o entendimento completo do cenário da educação em todo o país.

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Análise de Dados

A partir desse conjunto de fatores, é importante ressaltar que a zona rural do Piauí apresenta desempenho inferior ao da zona urbana, sobretudo no ensino médio. Embora as séries históricas indiquem uma tendência de redução da distorção idade-série em todas as etapas de ensino nos últimos anos, o ensino médio permanece como o nível mais crítico em âmbito nacional com percentual de 26,6%. Persistindo um quadro de atenção nos anos finais da educação básica, nos quais se concentram as maiores taxas de distorção idade-série e evasão escolar.

Metodologia e Notas Técnicas

Os dados de distorção idade-série foram extraídos a partir da seleção de cada ano no painel do INEP, acessando especificamente a planilha de “Brasil, regiões e UFs”. A partir desse arquivo, foram selecionadas as colunas que informam os percentuais de distorção por etapa de ensino e por localidade. Essas informações foram utilizadas para compor as análises comparativas entre estados e regiões ao longo da série histórica.

Taxa de Mortalidade Materna a Cada 100 Mil Nascidos Vivos

A taxa de mortalidade materna reflete as condições gerais de saúde, o acesso aos serviços médicos e a qualidade da assistência prestada às mulheres durante a gravidez, o parto e o puerpério.

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Análise de Dados

Em 2022 o Piauí atingiu 88 mortes maternas a cada 100 mil nascidos vivos, retornando ao patamar próximo ao atingido em 2018, taxa pré-pandemia de COVID-19, situação que colocou o setor de saúde em crise e influenciou no pico de perdas destas vidas em 2021 (129 óbitos).

Atualmente, o estado se encontra na 4ª posição nacional dentre os estados com maiores taxas de mortalidade materna. Em 2018, a posição era de 3º colocado, o que indica a persistência desse problema e a necessidade de mais políticas públicas para atender a essa questão.

No comparativo nacional, é possível observar que estados do Norte e Nordeste aparecem entre as piores taxas. A faixa etária mais atingida é de 40 a 49 anos.

Metodologia e Notas Técnicas

Cálculo da Taxa de Mortalidade Materna: = (mortes / nascidos vivos)*100.000

Número de mortes maternas dividido pelo número de nascidos vivos e multiplicado por 100 mil.

Os dados utilizados para a construção deste painel foram coletados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) gerido pelo Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis – DASNT, da Secretaria de Vigilância em Saúde, em conjunto com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, acessível no site do Datasus e da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente.